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domingo, 19 de dezembro de 2021

GOVERNO DO RN REABRE AS PORTAS DO TAM PARA OS OPERÁRIOS DAS OBRAS DE REFORMA

 



 

 

A REABERTURA DO PRÉDIO CENTENÁRIO ACONTECEU NESTA SEXTA-FEIRA (17)

“É com grande satisfação que a gente recebe esse convite da governadora para estar aqui. Isso é uma forma de reconhecimento para nós que trabalhamos”. A fala de Carlos Alexandre expressa a emoção dos operários que atuaram na restauração do Teatro Alberto Maranhão (TAM). Depois de seis anos fechado para reforma, a reabertura do prédio centenário aconteceu nesta sexta-feira (17), com um espetáculo direcionado estritamente aos trabalhadores das obras e seus familiares. Para a grande maioria dos trabalhadores, é a primeira vez que frequentam um teatro.

“Essa pré-estreia tem a marca de um governo realmente de perfil popular. O primeiro espetáculo é dedicado aos operários, aos trabalhadores e trabalhadoras que construíram essa reestruturação”, ressaltou a governadora Fátima Bezerra.

Parafraseando a letra da música “Cidadão”, poeta baiano Lúcio Barbosa, interpretada em sessão especial de reabertura do TAM por Genildo Costa, o Governo do Rio Grande do Norte abre as portas para os trabalhadores que puseram a massa, fizeram cimento e ajudaram a rebocar uma obra de imensa relevância para a cultura e para a história do Estado.

“Nós estamos quebrando paradigmas ao abrir o Templo da Cultura do Estado justamente para os trabalhadores. Algo que começa hoje mas continua, porque todos os espetáculos, todos os eventos que foram de responsabilidade da Fundação José Augusto nós garantimos cotas de ingressos para alunos de escolas públicas”, afirmou o presidente da Fundação José Augusto (FJA), Crispiniano Neto.

A sessão especial contou com os shows de Jessier Quirino e Forró Meirão, além da interpretação por Genildo Costa das canções “No Brasil de Canto a Canto tem suor Nordestino”, do poeta potiguar Antônio Francisco, e “Cidadão”, do poeta baiano Lúcio Barbosa que foi eternizada na voz de Zé Geraldo. Aécio Cândido, recitou “O Operário em construção”, de Vinícius de Morais, e o poeta Antônio Francisco também se apresentou.

A restauração do TAM custou R$ 2,5 milhões viabilizados pelo acordo de empréstimo junto ao Banco Mundial. E, pela primeira vez, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) fiscalizou as obras, para garantir a preservação da história do teatro.

História

O Teatro Alberto Maranhão foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Rio Grande do Norte. Inicialmente chamado de Teatro Carlos Gomes, começou sua construção em 1898, sendo inaugurado pelo Governador Alberto Maranhão em 24 de março de 1904.

Em 1957, então denominado de Teatro da Municipalidade, o prefeito de Natal, Djalma Maranhão mudou seu nome para Teatro Alberto Maranhão.

Em mais de cem anos de existência, o TAM recebeu os maiores nomes da dança, música e dramaturgia, sendo considerado por artistas nacionais como um dos mais belos teatros públicos do Brasil.

Programação

Além da sessão especial para os operários que atuaram nas obras do prédio, antes da abertura oficial para o público, será realizada uma solenidade oficial no sábado (18), a partir das 19h, com a presença de autoridades e convidados.

Com uma programação gratuita até o dia 23, o primeiro evento aberto ao público ocorre domingo (19), às 18h. Os ingressos são gratuitos e precisam ser retirados pelo site Sympla.

17/12 - Horário: 17h - Espetáculo para os operários do TAM

18/12 - Horário :19h - Solenidade oficial de reabertura

19/12 - Horário: 18h - Concerto Oficial da Orquestra Sinfônica do RN

 20/12 - Horário: 19h - Mostra de curtas-metragens da Lei Aldir Blanc RN

 21/12 - Horário: 19h - Cantata Brincante do Sesc

 22/12 - Horário: 19h - Quarta da Dança

 23/12 - Horário: 19h - Ópera “O Empresário” – Grupo Lyricus

 

FONTE – JORNAL DE FATO

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

domingo, 2 de outubro de 2016

FRANCISCO XAVIER DE LIMA



Francisco Xavier de Lima, Toió, como é carinhosamente chamado, descendente dos índios tapuias paiacus e de escravos, nasceu no dia 15 de Abril de 1938 na rua Marechal Floriano Peixoto, na cidade de Apodi-RN, filho de Valeriano Ferreira do Nascimento e Francisca Maria da Conceição. Aos dois dias de nascido, foi adotado pelos  irmãos: Manuel Praxedes de Lima e Maria Catarina de Lima. Viveu toda sua infância  trabalhando na roça, plantando arroz, feijão, algodão e milho, no sítio Boa Vista, município de Apodi-RN. Aos 15 anos iniciou a profissão de  barbeiro, e por curiosidade depois de encontrar uma calunga no lixo, aprendeu a fazer bonecos, os quais viraram os personagens da sua história, nomeados de: Benedito, Quitéria, João Redondo, a Cobra, Maroca, a viúva Filó, Felipe e a Alma, formando o grupo de teatro OS CALUNGAS DE TOIÓ, que fazia a alegria da criançada aos domingos.

Somente aos 67 anos Toió se alfabetizou no projeto "Lendo e Aprendendo". Viveu toda sua vida na roça limpando terras com enxada e cortando árvores. O seu relógio era marcado pelos rinchos do jumento e o canto do galo. Quando a estrela Dalva aparecia as três da madrugada, Toió e seu pai, Manuel, selavam o jumento e seguiam para serra do Apodi para colher a  macambira e alimentar os animais. A noite, quando voltava do trabalho, sentava na latada de sua casa e ficava ouvindo  seus familiares que contavam histórias dos seus antepassados. Dentre tantas, aprendeu o nome do sino grande da Igreja Católica do Apodi, que fora batizado de Emanuel, e o sino menor, que era chamado de Benedito.

Aprendeu também as brincadeiras de congo, pastoril e papangú. 
Toió é um ser múltiplo. Exerceu a função de agricultor, pedreiro, barbeiro, mamulengueiro, pescador e caçador.

Aos 25 anos de idade mudou-se do sítio Boa Vista para a cidade de Apodi, onde iniciou uma nova vida e conheceu sua amada mulher, Dona Francisca Santana de Moura e Lima, com quem casou-se em 19 de março de 1959 e formou uma prole de nove filhos: Neuza, Pedro, Lourival, Zé Maria, Eider, Conceição, Antônia, Auzenir e Jesiedina, vinte e três netos, catorze bisnetos e um tataraneto. 
Atualmente, Toió é aposentado e  está resgatando o teatro de mamulengos para a Escola Estadual Ferreira Pinto. A Diretora Dilma Viana  prestará homenagem a esta personalidade da cultura apodiense, denominando o grupo de teatro de fantoches da referida escola de "Mamulengos do Toió".
Seu maior prazer é conviver com sua família, frequentar a Igreja Evangélica do Novo Tempo e ir a feira apodiense aos sábados acompanhado de sua esposa Francisca.
FONTE – TUDO DE APODI

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

MUSEU DE ARTE SACRA - NATAL

Localizado no coração da cidade, o Museu de Arte Sacra reúne objetos de arte religiosa do estado. Em seu acervo é possível encontrar esculturas do período barroco, trajes e mobiliário de época, imagens de santos do século XVII ao XX e algumas pinturas. Na visita ao museu você poderá se familiarizar com alguns dos trajes e pratarias que são utilizados em cerimônias religiosas.
Rua Santo Antônio, 698, Cidade Alta – no primeiro andar da Igreja Santo Antônio.
FONTE - INTERNET

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Museu de Arte Sacra



Aos amantes de arte, uma dica é conhecer o Museu de Arte Sacra, que está instalado no primeiro piso da Igreja Santo Antônio (também conhecida como Igreja do Galo), no bairro da Cidade Alta. O espaço abriga imagens do século XVII ao XX, esculturas do período barroco, além de trajes e mobiliário de época. Visita imperdível. Tel: (84)3211-4236
Endereço: Rua Santo Antonio, 698, Cidade Alta.
Visitação: Terça-feira a sábado, das 9h às 17h e domingo, das 11h às 17h.
Valor da entrada: gratuito.

Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte

O parque foi projetado pelo famoso arquiteto Oscar Niemeyer e hoje abriga o Memorial Natal. Espaço que tem como missão resgatar e valorizar aspectos imateriais e materiais da história local. No alto de uma torre de 45 metros de altura, o memorial oferece uma vista privilegiada da cidade. O Parque da Cidade está sempre recebendo novas exposições e atividades culturais ao ar livre, vale a pena a visita.
Avenida Prefeito Omar O’Grady, Candelária.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

MUSEU DA CULTURA POPULAR DJALMA MARANHÃO - NATAL

ANTIGA RODOVIÁRIA DA RIBEIRA, INAUGURADO EM AGOSTO DE 2008, PELA ENTÃO PREFEITA MICARLA DE SOUZA

TEATROS POTIGUARES

1 – ALBERTO MARANHÃO NATAL
2 – DIX-HUIT ROSADO – MOSSORÓ
3 – LAURO MONTE FILHO – MOSSORÓ
4 – NILO PEREIRA – CEARÁ MIRIM
6 – PADRE ALFREDO SIMONETTI – MOSSORÓ


7 – CINE TEATRO PEDRO AMORM - ASSU

GRUPOS E COMPANHIAS DE TEATROS

1 - STABANADA COMPANHIA DE TEATRO
2 - GRUPO DE TEATRO FALA ESPERANÇA
 3 - GRUPO DE TEATRO CLOWNS DE SHAKESPEARE
4 -  GRUPO DE TEATRO DITIRAMBO
5 -  GRUPO ESTANDARTE DE TEATRO – NATAL
6 – COMPANHIA  TEATRAL  ALEGRIA
7 -  GRUPO DE TEATRO O PESSOAL DO TARARÁ -  MOSSORÓ 
8 -  COMPANHIA  TEATRAL JESIEL FIGUEIREDO
9 -  MÁSCARA CIA DE TEATRO
10 -  GRUPO TEATRAL ARTE VIVA -  SANTA CRUZ
 11 -  GRUPO DE TEATRO FALAS E PANTOMIMAS (IFRN)  - NATAL
 12 -  HABEAS ARS-GRUPO DE TEATRO DO COLÉGIO MARISTA DE NATAL
13 -  GRUPO DE TEATRO UNIÃO - GRUTEU  - SÃO GONÇALO DO AMARANTE
14 -  TESGA - GRUPO DE TEATRO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE  - SÃO GONÇALO DO AMARANTE 
15 -  GRUPO TEATRAL MUGANGA DE PRODUÇÕES
16 -  GRUPO PERSONA DE TEATRO
17 -  GRUPO DE TEATRO FACETAS, MUTRETAS E OUTRAS HISTÓRIAS 
18 -  GRUPO DE TEATRO JANELA
19 -  COLETIVO ARTÍSTICO ATORES A DERIVA
20 -  GRUPO DE TEATRO DA CASA DA RIBEIRA  - NATAL
21 -  GRUPO ESTAÇÃO DE TEATRO
22 -  COMPANHIA  FOCART DE TEATRO
23 -  GRUPO ARTES E TRAQUINAGENS
24 -  TRAPOS E FARRAPOS GRUPO DE TEATRO (FIC)
25 -  COMPANHIA  MANACÁ DE TEATRO
26 -  GRUPO ELAS E COMPANHIA LOSS DE TEATRO
 27 -  GRUPO DE TEATRO QUATRO CANTOS
28 -  GRUPO DE TEATRO TERRA NATAL
29 -  GRUPO BRINCARTE DE TEATRO
30 -  ESQUINA COLORIDA GRUPO DE TEATRO
31 -  GRUPO DE TEATRO BICHO DE 7 CABEÇAS
32 -  COMPANHIA  CÊNICA VENTURA  - PARNAMIRIM
33 -  GRUPO FILHOS DA ARTE  - MACAÍBA
34 – GRUPO DE TEATRO MARIA CARDOSO – CAICO
35 – COMPANHIA  CACIMBA DE TEATRO – CAICO

36 – COMPANHIA CULTURAL CURANDUIS – JANDUÍS
37 – COMPANHIA ARTE E RISO – UMARIZAL
38 – COMPANHIA BELA TRUPE - MOSSORÓ
40 – COMPANHIA CERVANTES DO BRASIL – CARNAUBAS DOS DANTAS
41 -  GRUPO TEART DE TEATRO
42 – GRUPO DE TEATRO ABSOLUTAS DA POLÍCIA MILITAR – NATAL
43 – PROJETO ABELHAR – FELIPE GUERRA
44 – COMPANHIA ARTE E AÇÃO – MESSIAS TARGINO
45 – COMPANAHAAIA JARDIM ARTE FELIZ – JARDIM DE PIRANHAS
46 – BANDO – NATAL
47 – GRUPO DE TEATRO BRILHANTE – SÃO FERNANDO
48 – GRUPO DE TEATRO ENLACE – TIMBAÚBA DOS BATISTAS
49 -  GRUPO O TEATRO CULTURA VIVA – JOÃO CÂMARA
50 – COMPANHIA PÃO DOCE – MOSSORÓ
51 – GRUPO FLORESCER – APODI


52 – COMPANHIA TEATRO CASARÃO - APODI

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

MUSEUS DO RIO GRANDE DO NORTE

1 – CÃMARA CASCUDO – NATAL
2 – ARTE SACRA - NATAL
3 – DO TREM – NATAL
4 -  DA AERONAÍTICA – NATAL
5 – DA CULTURA POPULAR DJALMA MARANHÃO
6 – DO MAR – NATAL
7 – ANAT COMPARATIVA – NATAL
8 – DOS MINEROS – NATAL
9 – CULTURAL PALÁCIO POTENGI - NATAL
10 – FORTE DOS REIS MAGOS - NATAL
11 – NILO PEREIRA – CEARÁ MIRIM
12 – LAJEDO DE SOLEDADE - APODI
16 – DA RESISTÊNCIA – MOSSORÓ
17 – DO PETRÓLEO – MOSSORÓ
18 – DO SERTÃO – MOSSORÓ
19 – DO HOMEM MISSIONÁRIO DE PIUM - PARNAMIRIM
20 – MURILO DA GREÇA - PARNAMIRIM
21 – MUSEU DE ACARI
22 -  DE BARRAVENTO – PAU DOS FERROS
23 – JOSÉ ELVIRO - MACAU
24 – CARNAVALESCO COLÔ SANTANA - MACAU
25 – LUIZ TERCEIRO JÁCOME – TRIUNFO POTIGUAR
MÃE DO EX-PREFEITO DE APODI, EM 3 MANDATOS, DR. JOSÉ PINHEIRO BEZERRA
26 – AUTA PINHEIRO BEZERRA – SANTA CRUZ
27 – MINERAL MÁRIO MOACYR PORTO – CURRAIS NOVOS
28 – MUSÉU DE NÍSIA FLORESTA
29 – MUSEU HISTÓRICO MONSENHOR BARROS – SÃO JOSÉ DE MIPIBU
30 – MUSEU DO VAQUEIRO – SÃO JOSÉ DE MIPIBU
31 – MUSEU, MEMORIAL E CENTRO AFRO BRASILEIRO - TOUROS
32 – MUSEU DE TOUROS
33 – MUSEU DO SERTÃO - UMARIZAL
34 – MUSEU PADRINHO GOMES – UMARIZAL
35 – CASA MUSEU MÁXIMO REBOUÇAS – AREIA BRANCA

36 – TORTO FERREIRO - MACAÍBA

SOLAR FERREIRO TORTO - MACAÍBA

De acordo com os relatos históricos, foi o 2° engenho de cana-de-açúcar a ser erguido no RN. Localizado no município de Macaíba e distante 18 km de Natal, o Ferreiro Torto transformou-se em museu em 1994, quando foi tombado como patrimônio de engenho do Potengi, pois o rio do mesmo nome passa ao lado do engenho.
Paulo em mão na sua última reportagem como colaborador desta coluna, o repórter Heldon Simões encontrou apenas um lugar vazio. Durante o tempo em que percorreu o lugar, o silêncio era quebrado apenas pelo doce cantar dos pássaros.
Nenhum funcionário sequer para orientar.
Na guarita, o portão de acesso estava aberto, sem proteção alguma.
Dentro das terras do antigo engenho Ferreiro Torto, uma imensidão verde, aparentemente bem cuidado.
Porém, as portas fechadas do Solar e a ausência de alguém que pudesse justificar o vazio implicam no obvio: mais um patrimônio está abandonado.
Na fachada, rastros de cupim nas portas representam uma séria ameaça, já que o piso superior é em madeira, como também boa parte da mobília.
O mofo também está presente em diversas partes. Além disso, o vidro de uma janela está quebrado e a pintura gasta começa  a apresentar falhas.
No caminho até o Solar, uma pista foi montada para aula pratica de auto escola, o que reforça o abandono.
Por telefone, uma funcionária garantiu que o Solar funciona diariamente das 8h às 12h, com a presença de um historiador, maaassss…a equipe da coluna chegou às 10h30 e o solar estava fechado.
A lenda conta que a filha do senhor do engenho se apaixonou por um escravo. Esse assunto já era notícia do engenho até que um dia o pai viu os dois conversando. Então, resolveu agir rapidamente, pegou uma arma para matar o escravo, mas quando atirou, sua filha se botou na frente e o pai acabou matando-a. A ira se misturou ao pânico, convocou os capitães-do-mato e ordenou que o enterrassem  o escravo vivo.
História do texto extraído do Blog História e Genealogia, de autoria do historiador Anderson Tavares, membro do Instituto Pró-Memória de Macaíba, do Centro Norte-Rio-grandense do Rio de Janeiro e da Academia Macaibense de Letras.
Em 1847, o Cel. Estevão Moura havia herdado o engenho Ferreiro Torto e naquele mesmo ano demoliu a antiga construção térrea do sogro e fez erguer com base em planta de sua autoria o confortável e elegante palacete, moldado em estilo colonial português, uma preferência do construtor utilizado em outros prédios que lhe pertenciam, como o bonito solar Caxangá, antiga fazenda Barra.
Trata-se de um prédio monumental, com linhas sóbrias e elegantes. Apresenta partido de planta quadrangular, desenvolvido em dois pavimentos. Possui uma bela composição de cobertura em varias águas, cujos beirais são arrematados por frisos e cornijas.
Ao tempo em que foi erguido era provido de água encanada, esgotos, varandas, forros, vidraças e um santuário, tendo os dormitórios no segundo pavimento, cujo conforto não tinha rival nem nos edifícios da capital da província.
Belíssimo jardim em estilo francês foi construído na frente do casarão, onde outrora foi o patamar da casa ao tempo da invasão holandesa. No inicio do jardim, ficava o pelourinho, temor dos escravos quando dos malfeitos domésticos.
O pelourinho foi retirado definitivamente da frente da casa depois da morte de dona Maria Rosa do Rego Barros de Moura, senhora do engenho, cujas crueldades cometidas contra os escravos viraram lendas que extrapolaram as fronteiras estaduais.
O Solar Ferreiro Torto, como residência senhorial, possuía muitos esconderijos, sobre os quais depõe o escritor José Moreira Brandão Castelo Branco Sobrinho, bisneto do cel. Estevão: “Não se deve olvidar que no palacete havia esconderijos; um na parte posterior do sobrado, disseminado por uma janela apenas desenhada pela parte externa, com relevos e pinturas indispensáveis a guardar a harmonia das esquadrias, e outro no forro da escada, que conduzia ao segundo pavimento, disfarçados de tal forma que pessoas estranhas não conseguiriam descobri-los”.
A propósito, conta-se que devido a vários processos a que submeteram o dito coronel Estevão por injunções políticas, foi ele procurado por agentes policiais ou judiciários em sua residência de ferreiro Torto e que apesar de se mostrar aos mesmos numa das sacadas do sobrado e facultando-lhes a entrada, os oficiais de justiça por mais que o procurassem nas varias dependências da casa não o encontravam.
Além desses esconderijos, havia o famoso túnel que ligava o casarão ao porto do engenho, e que foi construído pelo coronel Joaquim José do Rego Barros, partícipe dos tempos atribulados da revolução de 1817.
Na posse de Estevão Moura, o engenho Ferreiro Torto vislumbrou tertúlias memoráveis, visitas ilustres de presidentes da província e dignitários do império, com banquetes seguidos de bailes memoráveis. Amigo da boa mesa, a província toda conhecia o modo fidalgo com que o coronel tratava seus hospedes, fidalguia herdada por todos os seus descendentes diretos, sobre os quais, assevera mestre Câmara Cascudo: “todos os seus descendentes, foram fieis ao signo da hospitalidade generosa, completa, ampla, inimitável”.
Com o falecimento do Cel. Estevão Moura, o engenho Ferreiro Torto coube no espólio para a sua filha mais nova dona Isabel Cândida de Moura Chaves, casada com o Dr. Francisco Clementino de Vasconcelos Chaves, pais do jurista Dr. João Chaves, nascido na residência em 1875.
D. Isabel Cândida vendeu a propriedade em 1900 para sua sobrinha dona Maria Suzana Teixeira de Moura, que na década de 1920 transferiu o antigo engenho para o senhor Francisco Coelho e deste para o senhor Bruno Pereira que se desfez da fazenda na década de 30, vendendo o imóvel para a Amélia Duarte Machado, que desde então manteve moradores na fazenda até que em 1978 as terras foram desapropriadas pela prefeitura de Macaíba, na gestão Valério Mesquita, como patrimônio histórico, sendo transformado em museu de Arte Sacra, mantido pela Fundação José Augusto que tombou e restaurou o antigo palacete colonial.
Depois de funcionar como sede da prefeitura da Macaíba entre os anos de 1983 a 1989, foi transformado em museu municipal na gestão Odiléia Mércia Mesquita. Posteriormente fechado, foi reaberto como museu regional na gestão Mônica Nóbrega Dantas. Novamente fechado, e após sofrer assaltos e depredações, foi reinaugurado como Complexo Turístico e Cultural Solar Ferreiro Torto, em abril de 2003, durante a gestão do prefeito Fernando Cunha Lima Bezerra, apresentando uma coleção de fotografias antigas da cidade da Macaíba e de seus filhos que se destacaram nos mais variados segmentos sociais. As fotos foram doações deRayanne Magalhães (descendente do Cel. Estevão), do historiador Anderson Tavares e do memorialista José Inácio de Souza Neto que dá nome a uma das salas de exposição.
No projeto original do complexo constava ainda, duas trilhas ecológicas e um passeio de barco pelo rio Jundiaí, partindo do antigo porto de Ferreiro Torto. O lugar é propicio para aliar história e meio ambiente em um terreno de seis hectares coberto de resquícios de Mata Atlântica, pequena faixa de terra que outrora abrangia municípios inteiros do RN, visto ter sido o engenho Ferreiro Torto oriundo das antigas sesmarias coloniais.
FONTE - TRIBUNA DO NORTE

MUSEU DO SERTÃO DE UMARIZAL

Preservar objetos antigos, colecionar e relacionar fatos históricos, em especial da sua família, são atividades que fazem parte da rotina de muitas pessoas que gostam de manter vivo o passado, é o caso da casa da professora aposentada Sônia Onofre Pereira de Melo, 66 anos, localizado na Lagoa do Serrote, zona rural do município de Umarizal, Médio-Oeste potiguar. O local, de longe já expõe um belo visual que mistura arte, cultura e história.
A proprietária prefere não se referir a sua casa como um museu particular, mas admite que o prazer em reunir objetos antigos é uma incansável que pretende desenvolver até o fim dos seus dias.

“Aqui tem uma parte da história das famílias Onofre, Souza Martins e Regalados, Regalado de Medeiro Lins por parte de minha mãe, e Onofre como todos sabem por parte do meu Pai, Onofre de Souza Martins, aqui guardo peças da família, somente da família, não quero pegar uma peça e colocar aqui, eu só quero um acervo da família, cada peça aqui tem sua história em particular, cada objeto desses eu tenho um amor e carinho e só mostro as pessoas conhecida e amigo, até porque, meu interesse é familiar, meu acervo é familiar.” Frisou Dona Sônia

Sônia tem a seu favor uma família de renome no Rio Grande do Norte, o que facilita o seu trabalho de reunir documentos históricos. É filha do Juiz Manoel Onofre de Souza(falecido), nome dado a cadeia pública de Mossoró. Destaque também para seus filhos, o procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Manoel Onofre de Souza Neto (Neto) e o agora prefeito eleitoCarlindson Onofre Pereira de Melo (Mano).

Outro ponto que incentivo a colecionadora foi a casa onde guarda todas as relíquias, que é onde toda a sua família morou e que ela consegue manter com os mesmos padrões arquitetônico de quase dois séculos.

CASA MUSEU
Entre os objetos colecionados, muitos até mesmo guardados “a sete chaves”. Dona Sônia mantém coleções raras como: Discos(LPs) do grupo inglês Beatles e uma radiola que toca este tipo de disco. 

“Nunca pensei em jogar os discos de vinil fora ou substituí-los por CDs, então adquiri uma radiola desse modelo para ouvir os discos.” Frisou

Entre as antiguidades, mantém intacto o primeiro aparelho de TV em preto e branco, o primeiro liquidificador e batedeira planetária de marca Walita, relógio de parede em madeira, câmara digitais antigas, óculos com armação especiais (que pertencem a família), livros de escritos no inicio do século passado.


Entre as particularidades, Dona Sônia expõe em uma sala reservada um verdadeiro arquivo em fotos que retrata as cidades do RN no passado. Entre as fotos antigas, uma foto dela feita e emoldurada pelo histórico fotógrafo Manoelito. Dona Sônia faz questão de mostrar e dizer que entre as fotos muitas foram pintada por sua mã.
















FONTE BLOG RANIELE GOMES

Quem sou eu

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UMA COMUNIDADE SEM CULTURA, NÃO TEM NENHUMA PERSPECTIVA DE CRESCIMENTO E DE DESENVOLVIMENTO E TENDE, CASO NÃO PROCURAR FAZER PARTE DA CULTURA, A DESAPARECER DO MAPA. A CULTURA É O CONHECIMENTO, A ARTE, AS CRENÇAS, A LEI, A MORAL, OS COSTUMES E TODOS OS HÁBITOS E APTIDÕES ADQUIRIDOS PELO HOMEM NÃO SOMENTE EM FAMÍLIA, COMO TAMBÉM POR FAZER PARTE DE UMA SOCIEDADE COMO MEMBRO DELA QUE É. CADA PAÍS TEM A SUA PRÓPRIA CULTURA, QUE É INFLUENCIADA POR ÁRIOS FATORES. A CULTURA BRASILEIRA É MARCADA PELA BOA DISPOSIÇÃO E ALEGRIA, E ISSO SE REFLETE TAMBÉM NA MÚSICA, NO CASO DO SAMBA, QUE TAMBÉM FAZ PARTE DA CULTURA BRASILEIRA. NO CASO DA CULTURA PORTUGUESA, O FADO É O PATRIMÔNIO MUSICAL MAIS FAMOSO, QUE REFLETE UMA CARACTERÍSTICA DO POVO PORTUGUÊS: O SAUDOSISMO. ESTE É O LV BLOG DO PORTAL TERRAS POTIGUARES NEWS. ESTAMOS BEM PRÓXIMO DE ALCANÇAR NOSSO OBJETIVO, O DE CRIAR 62 BLOGS.

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